Cintilografia Miocárdica

Cintilografia miocárdica sob stress físico ou farmacológico

Cintilografia de perfusão miocárdica é um exame que utiliza uma substância radioativa, chamada de radioisótopo, que é injetada a partir de uma veia periférica, sendo posteriormente captada pelas células do músculo cardíaco (miocárdio). Este processo é chamado de perfusão miocárdica. Nas diversas partes do miocárdio o radioisótopo injetado emite uma radiação que é convertida em uma imagem luminosa (cintilação), observada através de uma gama-câmera que capta essa irradiação. As imagens são obtidas em duas etapas: repouso e estresse (situação em que há aumento do fluxo de sangue para o coração).

Orientações antes do exame

  • Não é necessário jejum para o exame (fazer apenas uma leve refeição antes do exame);
  • Substâncias contendo cafeína (café, café descafeinado, chás, chimarrão, chocolates, bebidas achocolatadas, refrigerantes e certos medicamentos para dor de cabeça, como a Neosaldina), deverão ser evitados 48 horas antes do exame;
  • Medicações como os betabloqueadores, bloqueadores dos canais de cálcio, nitratos e outras costumam ser suspensas antes do exame. A orientação sobre quais medicações e por quanto tempo estas deverão ser suspensas deverá ser fornecida preferencialmente pelo médico assistente;
  • Medicamentos contendo xantinas, devem ser suspensos 48 horas antes do exame. As teofilinas, como a aminofilina e bamifilina (medicamentos para bronquite ou asma), deverão ser suspensas cinco dias antes do exame;
  • Pacientes diabéticos dependentes de insulina devem tomar apenas metade da dose de insulina antes do exame.

Como é feita?

  • O exame consiste basicamente em comparar as imagens cintilográficas obtidas no repouso e após a fase de estresse;
  • A fase de estresse deve ser realizada preferencialmente com teste de esforço em esteira. Em pacientes incapacitados para o esforço físico, portadores de bloqueio de ramo esquerdo no eletrocardiograma ou marcapasso artificial, a etapa de estresse será realizada com a injeção de dipiridamol (substância vasodilatadora). Muitas vezes usa-se um protocolo combinado (a injeção de dipiridamol é associada com algum grau de esforço físico), pois esta metodologia melhora a qualidade do exame;
  • Pacientes com asma, bronquite crônica ou enfisema que apresentem “chiado no peito” (broncoespasmo), que não consigam realizar o exame em esteira, deverão realizar o seu exame com a infusão de dobutamina (substância que aumenta a força e o número de contrações do coração). Nestes casos o dipiridamol poderá piorar o broncoespasmo, por isso, deve ser evitado;
  • Durante a prova radioativa analisamos se há uma diminuição da intensidade da captação do radioisótopo em alguma parte do músculo cardíaco (hipocaptação). Quando a hipocaptação é transitória (só ocorre na etapa de estresse), é indicativa de isquemia coronariana, geralmente causada pela presença de uma placa de gordura em uma ou mais artérias do coração (doença arterial coronariana). Quando a hipocaptação é persistente (ocorre no estado de repouso e também após o estresse), é indicativa de fibrose, ou seja, destruição de uma parte do músculo cardíaco, possivelmente causada por um infarto do miocárdio prévio. A cintilografia permite pesquisar as áreas viáveis ou vivas (as quais possivelmente merecem tratamento), separando-as de áreas não-viáveis ou mortas (as quais o tratamento será desnecessário). Este processo é chamado de pesquisa da viabilidade miocárdica, o que levar o medico a optar por um método ou outro de revascularização miocárdica (angioplastia coronariana ou ponte de safena);
  • A imagens do ventrículo esquerdo (ventriculografia radioisotópica) permitem avaliar o seu tamanho e a sua capacidade de contração;
  • A cintilografia realizada em esteira permite ainda analisar todos os parâmetros de um teste de esforço: sintomas ao esforço, comportamento do ritmo cardíaco, alterações do traçado eletrocardiográfico, comportamento da pressão arterial e a aptidão física. Enquanto o teste de esforço isolado é capaz de identificar a presença de isquemia coronariana (placas de gordura que afetam as coronárias) em menos de 70% dos pacientes, este valor sobe para mais de 90% quando realizamos a cintilografia de perfusão miocárdica.

Riscos

A cintilografia de perfusão miocárdica é um exame muito seguro. O radioisótopo utilizado na cintilografia produz menos radiação para o organismo que uma tomografia, além de não causar reação alérgica. Lembramos que a cintilografia de perfusão miocárdica não usa contraste iodado.

 

Dr. Roderick

Cardiologia - Clínica Médica

ENTRE EM CONTATO

Rua Barata Ribeiro, 490 conj. 114
CEP 01308-050
(11) 3742-4465 | (11) 3237-4051
Hospital Sírio Libanes

Dr Roderick de Melo Silva e Filho - Cardiologia - Clínica Médica     Dr Roderick de Melo Silva e Filho - Cardiologia - Clínica Médica     Dr Roderick de Melo Silva e Filho - Cardiologia - Clínica Médica