Ablação Cardíaca

A ablação cardíaca é um procedimento minimamente invasivo considerado como o mais eficiente para o tratamento, definitivo de diversas arritmias cardíacas, dentre elas a mais comumente diagnosticada pelos especialistas, a fibrilação atrial. Podendo ser indicada também nas taquicardias supra-ventriculares e arritmias ventriculares.

A técnica de ablação cardíaca é realizada com o auxílio de cateteres inseridos em veias e artérias da pessoa acometida pela arritmia cardíaca, usando-se a técnica de radiofrequência que aquece o tecido e “queima” o local, eliminando a arritmia. Existe também a técnica de crioablação, na qual o esfriamento do tecido é que elimina a lesão.

Por não necessitar de aberturas ou incisões cardíacas, a recuperação da ablação é rápida, permitindo que o paciente receba alta hospitalar em até 24 horas após o procedimento.

Além de eliminar os sintomas das arritmias cardíacas, a ablação, em muitos casos, permite que o paciente seja liberado do tratamento medicamentoso, ficando livre dos efeitos colaterais que a terapia medicamentosa pode causar futuramente.

Quais são as indicações para a ablação cardíaca?

O procedimento de ablação cardíaca é recomendado como um tratamento para quase todas as arritmias cardíacas. Mas são orientadas à técnica, principalmente, aquelas pessoas que respondem mal ao tratamento medicamentoso, possuem alguma restrição às substâncias presentes nos remédios ou as que necessitam de doses muito altas para o controle do ritmo cardíaco.

Contudo, até mesmo as arritmias cardíacas mais simples e de mais baixo risco podem ser eliminadas por meio da técnica de ablação cardíaca. Atualmente, devido à melhora tecnológica na maioria dos aparelhos utilizados, o nível de sucesso dos procedimentos de ablação cardíaca está cada vez maior, principalmente quando relacionado ao tratamento da fibrilação atrial. No entanto, assim como todo procedimento, a ablação cardíaca apresenta alguns riscos.

Quais riscos a ablação cardíaca pode apresentar?

Apesar de ser considerado um dos métodos mais seguros de tratamento para arritmias cardíacas, a ablação pode apresentar complicações, tais como:

 

Hematomas

Podem surgir hematomas nas regiões em que foram realizadas as punções. Apesar de não ser nenhuma complicação séria, o ideal é que o paciente evite o surgimento de hematomas, realizando repouso de acordo com a orientação dos profissionais que acompanharam o procedimento;

 

Trombose

Em algumas situações especiais, pode ocorrer a formação de coágulos sanguíneos no interior de vasos. Habitualmente, são administrados anticoagulantes durante o procedimento e tomadas demais medidas para evitar que isso ocorra, no entanto, alguns fatores podem favorecer o surgimento de coágulos durante a recuperação do procedimento, tais como: uso de anticoncepcionais hormonais, tabagismo, idade avançada, diabetes, entre outros. O mais importante é observar qualquer inchaço ou edema no membro inferior onde foi feita a punção venosa e reportar ao seu médico, para que o mesmo avalie o risco de trombose;

 

Infecções

Devido ser um procedimento minimamente invasivo, que exclui a necessidade de abertura do tórax ou demais incisões, são raros os casos de infecções após a ablação cardíaca, no entanto elas podem ocorrer. Devido a isso cuidados com os curativos (se houver) e observar febre são importantes para detecção precoce e tratamento adequado de alguma infecção;

 

Bloqueios

Em casos estritamente específicos, os focos responsáveis pela arritmia cardíaca podem se encontrar muito próximos às vias do sistema normal de condução sanguínea do coração. A eliminação do foco pode, em casos raros, causar algum dano ao sistema normal, causando um tipo de bloqueio transitório ou definitivo (muito raro, com taxa muito inferior a 1% dos casos. Para tratar o bloqueio, quando este não resolve em até 7 dias, pode ser necessário implantar um marcapasso. No entanto, para esses casos especiais, o médico responsável irá esclarecer o risco antes do procedimento;

 

Necessidade de cirurgia cardíaca

Extremamente rara, pode acontecer quando existe extravasamento de sangue para fora do coração ou quando alguma parede do átrio mais fina se rompe, necessitando de correção;

 

Acidente vascular cerebral

Com a anticoagulação durante o procedimento (realizada de forma rotineira), o risco é muito pequeno. Pode acontecer, e geralmente é identificado prontamente ao término do procedimento.

Dr. Roderick

Cardiologia - Clínica Médica

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